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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Balanço da Prefeitura - Dívida deixada no Crato é superior a R$ 36 milhões

A prestação das contas ocorreu nesta sexta na CDL (Foto: Flávio Pinto)

O número impressiona: mais de R$ 36 milhões. Essa é  dívida herdada pela administração Zé Aílton Brasil à frente da Prefeitura do Crato, desde janeiro passado. A quantia foi revelada nesta sexta-feira (10), pelo prefeito, durante coletiva à imprensa no auditório da Câmara dos Dirigentes Lojistas do Crato  ( CDL-Crato). O valor se refere a compromissos assumidos pelas gestões anteriores e pagamentos obrigatórios não pagos, tais como, INSS, Enel (Coelce), Previcrato, entre outros
O relatório apresentado por Zé Aílton diz que a maior parte da dívida é referente ao repasse que deixou de ser feito para o INNS, são cerca de R$ 19.730,468,00. Outros R$ 1.376,532 são referentes à dívidas com o FGTS. De restos a pagar oriundo da administração passada são R$ 12.682.905,00 sendo que mais de R$ 2 milhões foram suspensos por estarem sem a comprovação do serviço prestado à prefeitura. Ao todo, Zé Aílton assumiu a prefeitura com R$ 36.664.298,00
Mesmo assim, a administração municipal colocou hoje (10), o pagamento em dia, ao depositar o salário do mês de janeiro a todos os servidores cratenses. "Essa gestão tem compromisso e não vai falhar, que é o controle financeiro do município do Crato", disse Zé Aílton Brasil ao lado do presidente da câmara municipal, vereador Florisval Coriolano e do presidente da CDL-Crato, José Lobo.
De acordo com o prefeito, os débitos da SAAEC são quem mais preocupam. Juntos somam pouco mais de R$ 5 milhões. Desse total, R$ 1,5 milhão é com a Coelce; R$ 1 milhão junto ao INSS e o restante é com a Cogerh (Companhia de Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Estado). "Estamos fazendo o parcelamento, não há outro jeito", afirmou Zé Aílton.
Sobre essa dívida da SAAEC, o prefeito atribuiu grande parte aos últimos gestores, que passaram seis anos sem aumentar a taxa da água no município. "Teremos uma fiscalização maior. Vamos atrás daqueles que não estão pagando e daqueles que estão consumindo água de forma fraudulenta, ou seja, por meio de "gato". Esses além de pagar, serão submetidos à Justiça", avisou.
AUSTERIDADE
Zé Aílton Brasil apontou a austeridade das contas públicas como única alternativa para tirar o Crato dessa agonia financeira. "Para isso vou diminuir em até 212 servidores, o que representa um corte de até 30%. Estou diminuindo de 20 para 14 secretarias, além de enviar pra câmara projeto de lei acabando com gratificação de até 100% para servidores. Essas e outras medidas vão gerar uma economia de até R$ 28 milhões por ano", finalizou.

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