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terça-feira, 7 de março de 2017

Apreendidos quatro adolescentes acusados de envolvimento na morte de travesti

Quatro adolescentes suspeitos do caso de espancamento coletivo seguido de execução, que vitimou a travesti Dandara dos Santos, no dia 15 de fevereiro, foram apreendidos e seguem internados em um centro socioeducativo. As informações são do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE). O órgão confirmou que os adolescentes estão internados provisoriamente por 45 dias. Já os adultos seguem foragidos.
De acordo com o órgão, os pedidos de internação dos adolescentes foram realizados pela Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA), na sexta-feira, 3, pela delegada Arlete Silveira. Segundo a Coordenação das Varas da Infância e Juventude do Fórum Clóvis Beviláqua, não foi despachado imediatamente, pois houve a necessidade de ouvir o Ministério Público do Estado do Ceará, por se tratar de adolescentes, como determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
O mandado de internação foi expedido no sábado, 4, pelo juiz Epitácio Quezado Cruz Júnior, somente quando chegou o pedido do MP.
Demora
O POVO apurou que os pedidos de prisão dos adultos suspeitos do caso que vitimou a travesti Dandara dos Santos demoraram mais de 10 dias para serem apreciados pela Justiça.
Conforme a fonte, a investigação começou por meio do 32º DP (Bom Jardim), que tem como titular do delegado Bruno Ronchi, com o apoio de uma inspetora da Polícia Civil, do 12º DP (Conjunto Ceará), que era amiga de infância de Dandara e obteve a identificação de suspeitos.
Como haviam adolescentes envolvidos, a delegada Arlete Silveira, também atuou na investigação. Os pedidos de prisão foram realizados pelo delegado Bruno e os de internação foram da delegada Arlete, que trabalharam em conjunto.
Os pedidos de prisão dos adultos suspeitos do crime foram realizados no dia 23 de fevereiro pelo 32º DP e expedidos somente ontem (6). O TJCE foi procurado pelo O POVO por volta das 19 horas, mas devido o horário de funcionamento do fórum, foi repassado que o órgão iria se pronunciar hoje sobre a demora.
A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que, inicialmente, realizou os primeiros levantamentos no local de crime constatou também que Dandara foi baleada. Depois da repercussão do caso, a Especializada também deu apoio no caso.
(O Povo)