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domingo, 14 de maio de 2017

Em Barbalha, vereadores de Juazeiro e do Crato discutem soluções para os hospitais da região

A Câmara de Vereadores de Juazeiro participou de Audiência Pública realizada em Barbalha, no último sábado (13) para discutir soluções relacionadas ao complexo hospitalar da cidade, que atende a todos os municípios da região. Vários encaminhamentos foram feitos na tentativa de solucionar a grave situação financeira das unidades hospitalares pólo, o Hospital do Coração, o São Vicente e o Santo Antônio para que não deixem de prestar os serviços de saúde à população que mais precisa.
A audiência contou com a participação de representantes da Câmara Federal, da Assembleia Legislativa cearense e de Câmaras municipais da região e do estado de Pernambuco.
O encontro regional foi o terceiro promovido pelas Câmaras do Cariri que iniciaram um movimento parlamentar metropolitano com o intuito de fortalecer as ações políticas voltadas para a região. Os encontros anteriores ocorreram respectivamente na Câmara de Crato e Juazeiro. Estiveram representando o Poder Legislativo juazeirense, o presidente Glêdson Bezerra e os vereadores Rita Monteiro e Demontier Agra.
Neste encontro foram propostas resoluções especificamente para o Hospital do Coração, que têm atendido os pacientes do SUS acima do seu teto e deve deixar de fazer este atendimento. O Hospital São Vicente, que atende pacientes com câncer conseguiu um aporte de recursos recentemente para garantir a continuidade dos serviços, e já foi fruto da luta conjunta dos representantes da região, que tenta agora uma solução imediata para o do coração.
O presidente da Comissão de Saúde da Assembleia, deputado Carlos Felipe sugeriu uma solução que segundo ele é bem simples. Os vereadores procurarem os prefeitos para que cada um assuma a sua responsabilidade, assim, cada município custearia proporcionalmente o número de pacientes que usassem o serviço do Hospital do Coração. O deputado disse que sabe que a União faz maldade com os municípios, que gastam muito mais do que podem com saúde, quando a responsabilidade maior é da união. “Os municípios já estão sobrecarregados, mas nessa situação pode ser feito um compartilhamento para custear os atendimentos nos Hospitais Pólo de Barbalha. Essa seria a solução em curto prazo”.
O presidente da Câmara de Juazeiro Glêdson Bezerra destaca que a situação deve ser resolvida politicamente e isso vem sendo feito com a união dos parlamentos. Glêdson enaltece o trabalho da Câmara de Juazeiro que têm feito a sua parte na luta. “Uma Comissão da nossa Casa já foi a Brasília bater às portas dos deputados. Eu mesmo vou conversar com o prefeito Arnon Bezerra para repassar as medidas sugeridas neste encontro, mas reconheço que atribuir esse problema da alta complexidade aos municípios é injusto. A união tem que resolver”, resalta. Para ele, os encaminhamentos feitos na audiência já são prova de que houve avanço na luta e ela não pode parar. “Estamos fazendo a boa política para alcançar resultados positivos”, argumenta Glêdson.
O presidente da Câmara de Crato, Florisval Coriolano reafirma sua preocupação com a situação da saúde na região, com o fechamento de vários hospitais, além das deficiências nos PSFs, e diz estar feliz com a união dos parlamentos, pois considera que essa é a principal atitude para mostrar quem realmente está preocupado com a saúde do Cariri, criticando a pouca participação de vereadores e deputados. “A maioria não participa das discussões, vemos poucos aparecerem em momentos como este”, lamenta.
O presidente da Câmara de Barbalha, Everton Siqueira reconhece e destaca a importância da união dos parlamentos para resolver a situação e se coloca a inteira disposição.
O prefeito de Barbalha Argemiro Sampaio assumiu o compromisso de pagar por cada cirurgia de barbalhense que chegue ao Hospital do Coração e o teto do SUS já esteja esgotado. Também sugerindo que os demais prefeitos fizessem o mesmo. “Se cada um se responsabilizasse por esse teto por mês resolveria, mas precisamos da ajuda dos nossos senadores e deputados para conseguir a emenda de bancada, que resolveria em definitivo”, ressalta Argemiro.
(Assessoria de Imprensa)

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